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Presidenta Dilma Rousseff e Flavio Decat prestigiam evento do desvio do rio Madeira


A presidenta Dilma Rousseff e o ministro de Minas e Energia (MME), Edison Lobão, participaram na manhã de ontem (5/6) do evento de desvio do rio Madeira. A cerimônia contou, também, com as presenças dos presidentes da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, de Furnas, Flavio Decat, dos conselheiros de Furnas na Santo Antônio Energia (SAE), Marcio Porto, Luiz Roberto Bezerra e Claudio Semprine, do presidente da SAE, Eduardo de Melo Pinto, do diretor da EPE, Amilcar Guerreiro, do diretor geral do Cepel, Albert Melo, do governador do estado de Rondônia, Confúcio Moura, do prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho, parlamentares federais e estaduais, trabalhadores e convidados.

Em seu discurso, a presidenta Dilma destacou que “a Usina Santo Antônio é uma obra que garante energia para que o Brasil possa continuar crescendo e gerando desenvolvimento”. Já o ministro Edison Lobão reforçou que o empreendimento tem um cuidado especial com a questão ambiental, "nada mais nada menos de R$1,3 bilhão estão sendo investidos em programas compensatórios e em sustentabilidade na usina Santo Antônio".

Segundo Eduardo de Melo Pinto está em avaliação no MME e na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um projeto de elevação da motorização da usina que permitirá um aumento de 400 megawatts/médios na atual capacidade instalada. A usina deverá colocar sua primeira máquina em operação em dezembro deste ano.

Ensaios

O desvio do rio Madeira foi testado por Furnas em modelo reduzido, construído na Subestação São José, em Belford Roxo, no Rio de Janeiro. Para os estudos foram realizados ensaios simulando uma ampla faixa de vazões, de 8.000 m³/s a 25.000 m³/s, através dos quais foram avaliadas as etapas necessárias e dificuldades que poderiam ser encontradas durante a manobra de fechamento. Os ensaios consistiram em simular o lançamento de blocos de rocha (enrocamento) em escala reduzida para diferentes vazões e posições de lançamento. Nesses ensaios são avaliados os diâmetros de rocha necessários, volumes utilizados e possíveis perdas de material por carreamento, informações disponibilizadas para a obra de forma a determinar a melhor sequência de lançamento e posição para execução do fechamento final, tornando o processo mais eficiente.

O desvio do rio Madeira representa mais um desafio vencido pela engenharia brasileira, que tem a marca Eletrobras Furnas como referência nacional em geração hidrelétrica. Principal acionista da Sociedade de Propósito Específico Santo Antônio Energia, com 39% das ações, Furnas agrega em seu portfólio de construção a terceira maior hidrelétrica do país em garantia física (2.218 MW de energia assegurada). O desvio deve iniciar o processo de enchimento gradual do reservatório e o início da construção da quarta casa de força. "Quando estiver com as 44 unidades geradoras em operação, a Usina Santo Antônio terá a capacidade de abastecer 11 milhões de residências ou 40 milhões de pessoas. Furnas tem orgulho de empregar sua expertise em uma obra tão importante para o Brasil", declarou o presidente Flavio Decat.

Além da participação societária, Furnas é responsável pelos estudos de inventário e viabilidade do empreendimento, e pela chamada Engenharia do Proprietário, isto é, a fiscalização de projetos, obras civis, fornecimento e montagem eletromecânica dos equipamentos. A empresa também faz o Controle Tecnológico, ou estudo dos materiais de construção, solo e concreto, além dos serviços de Gestão Fundiária no entorno do reservatório e a operação e manutenção da usina. O município de Porto Velho e o estado de Rondônia deverão receber anualmente R$ 67 milhões pelos "royalties da água".

Fotos: José Lins












   

Publicado em: 07/06/2011