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Jornal da Energia destaca participação de Furnas no leilão A-5


Furnas terá eólicas no leilão A-5 e já fala em combinar a fonte com energia solar

Estatal estuda geração híbrida em parques; usinas viabilizadas no certame A-3 de agosto usarão turbinas da alemã Fuhrländer

Jornal da Energia
gasbrasil.com.br

Acompanhando as oportunidades que surgem das energias alternativas, a estatal Eletrobras Furnas confirmou que vai participar do leilão A-5 também com parques eólicos. Além disso, a empresa está avançando com estudos na área solar, enquanto aguarda a regulamentação sobre o tema, que está em estudo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em 2009, no primeiro leilão eólico do Brasil, a estatal viabilizou três parques no Rio Grande do Norte, somando cerca de 150 MW. As usinas, que estão em fase inicial de construção, utilizam máquinas da francesa Alstom. No último leilão A-3, realizado em agosto deste ano, a empresa saiu vencedora com outros quatro parques, sendo dois no Ceará, e dois no Rio Grande do Norte, totalizando 98MW. Nesse último certame, Furnas apostou na tecnologia para oferecer preço de R$ 99,70 por MWh - um deságio de 28% sobre o preço inicial. Um dos trunfos para reduzir o custo foi o uso de turbinas fabricadas pela alemã Fuhrländer. Segundo a estatal, as máquinas contam com alta potência, de 2,5 MW, e, com torres entreliçadas, chegam a 141 metros de altura – sendo as mais altas utilizadas no País. A eficiência dos equipamentos resultou na compra de 34 aerogeradores, enquanto, no leilão anterior, Furnas comprou 94 para atender parques de tamanhos relativamente semelhantes. No leilão A-5, além dos parques eólicos, a estatal visa os empreendimentos hidrelétricos de São Manoel (700MW) e Sinop (400MW), ambos na bacia do rio Teles Pires. A engenheira da superintendência de novos negócios de Furnas, Cláudia Barros, afirma que a estatal também prevê a participação no A-3 de 2012. “Na verdade a eólica não precisa disso (o tempo de viabilização do A-5, de cinco anos), o A-3 (três anos) atende. Mas é um leilão interessante, o governo está investindo bastante nessa parte de eólica e promovendo leilões todo ano, porque a demanda é grande, novas oportunidades surgindo. E ainda tem muitos projetos bons no mercado para serem viabilizados”, explica Cláudia. A engenheira também adianta que Furnas vai apostar na energia solar e diz acreditar que a fonte em pouco tempo estará com sua regulamentação finalizada, tendo em vista o interesse dos mercados europeus. “É só conversar, porque a eólica começou tímida também. Agora (o governo) tem que aproveitar essa crise”. Segundo Cláudia, Furnas estuda implantar futuramente em seus parques eólicos a complementação da energia solar, em projetos híbridos, tendo como meta manter um patamar de geração de energia “mais firme”, devido à inconstância do vento. “O ano de 2009 foi muito ruim para os parques eólicos, com medições muito baixas. Quem estava com parque muito ruim compensou em 2010 e 2011. Mas no Brasil a incidência solar é mais constante, inclusive com equipamentos que conseguem captar irradiação, sensação térmica, mantendo assim a constância”, completa.




   

   

   

   

   


Publicado em: 11/22/2011